Encontro - Andrea Levy



Anestesia na Cirurgia Bariatrica

 

As cirurgias para tratamento da obesidade, em nossa equipe, são sempre realizadas sob anestesia geral. Nos casos em que a cirurgia é aberta e não laparoscópica, pode-se associar à geral uma anestesia regional, como intradural ou peridural, dependendo de boa avaliação de cada paciente.


Primeiro é muito importante uma consulta pré-anestésica , que pode tanto ser realizada no próprio hospital, no dia da internação, como em consultório, alguns dias antes. Os pacientes obesos frequentemente sofrem mais de ansiedade que outros em geral. O plano anestésico é explicado e discutido com atenção. Nesta consulta também são avaliadas as doenças associadas à obesidade, bastante comuns, como diabetes, hipertensão, aterosclerose, entre outras. A medicação pré-anestésica, sedativa, na maior parte dos casos é administrada no centro cirúrgico, pois é necessária a monitorização adequada do paciente antes da sedação.


Na sala de cirurgia o paciente é monitorizado e uma veia é cateterizada para a injeção de soro, drogas anestésicas, etc... É sempre necessária a intubação da traquéia.O anestesista encontra em alguns aspectos dificuldades técnicas maiores nos pacientes obesos, se comparados aos não obesos. O acesso às veias, imprescindível para a realização de qualquer anestesia, é mais difícil, assim como a intubação da traquéia e o posicionamento na mesa cirúrgica. O anestesista permanece com o paciente, controlando-o clinicamente durante toda a operação. Este controle também pode ser mais difícil nos obesos, dependendo da gravidade da obesidade e das doenças associadas.


Na maior parte das vezes é possível acordar o paciente após a operação, ainda na própria sala de cirurgia, e retirar a sonda de intubação traqueal. Na maior parte das vezes, também, a seguir o paciente é encaminhado à Unidade de Terapia Semi- Intensiva, onde permanece no período pós operatório imediato, e pode ser acompanhado de seus familiares. Em alguns casos, há necessidade de encaminhamento para a Unidade de Terapia Intensiva.


Hoje dispõe-se de uma grande variedade de drogas para o controle da dor, assim como de náuseas, vômitos e outros incômodos, sendo possível proporcionar um período pós-operatório mais seguro e confortável.

 

 



 

 


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