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Técnicas Cirúrgicas - Cirurgia da Obesidade
NOVO:
Cirurgia Bariátric
Tratamento Cirúrgico
Quando, apesar do tratamento clínico bem orientado e levado a sério por anos, o
paciente não emagrecer o suficiente atingindo IMC ³ 40, ele será classificado
com obeso mórbido. Nessa situação existe um problema sério. O paciente,
provavelmente, estará apresentando dificuldade em sua locomoção por falta de ar,
dor nos joelhos, depressão, etc., e irá se isolar em casa. Na condição de
isolado, permanecerá sentado ou deitado por muito mais tempo do que antes, e
alimentando-se muito mais, também.
Ocorre, então, um aumento ainda maior da ingesta alimentar e enorme diminuição
da atividade física. O peso continua aumentando rapidamente e, a partir desse
momento, o tratamento clínico se torna muito mais difícil e as comorbidades
crescem proporcionalmente ao peso.
Nesses casos há indicação de uma cirurgia que reduza a ingesta alimentar,
diminuindo realmente o peso do paciente.
Trata-se da Cirurgia Bariátrica (baros em grego = peso).
Atualmente indicamos essa cirurgia para obesos com IMC ³ 40 ou, acima de 35 com
2 ou mais comorbidades associadas.
Como já foi dito, no Brasil há 1 milhão de obesos mórbidos e 10.000 já foram
operados. Os Estados Unidos é o país que adquiriu a maior experiência em
cirurgia bariátrica. No ano de 2.000 foram realizadas no país 40.000 cirurgias/ano
e, estima-se que no ano de 2.002, esse total atinja 75.000 cirurgias/ano.
Somando-se todas as cirurgias realizadas na Europa nesse mesmo ano 2.000
chegamos a um total de 8.000.
Obs Em 2005 foram realizados nos
Estados Unidos 120 mil cirurgias bariatricas enquanto no Brasil foram realizadas
ai redor de 30 mil , sendo que o Brasil é o segundo país no
mundo em volume de cirurgias bariatricas
Podemos concluir, então, que a experiência americana é a grande referencia
mundial.
Indice
Tratamento Cirúrgico - Técnicas
Dissabsortivas
A primeira cirurgia bariátrica no mundo foi realizada em 1952, nessa cirurgia
foi retirado um grande segmento do intestino de um paciente. Os resultados não
foram bons e devido à intensa diarréia, cirrose hepática e desnutrição, essa
técnica foi abandonada.
Em 1959 foi tentado um bypass no intestino: o alimento ao invés de percorrer
todos os 12 metros de intestino, passava só por 2,5 metros devido a um “atalho”
feito cirurgicamente. No Bypass se criava um atalho no trajeto intestinal porém
sem retirar nenhum segmento de intestino do paciente. Isso garantia a
reversibilidade da cirurgia.
Essa técnica foi introduzida no Brasil pelo Dr. Salomão Chaib e utilizada por 10
anos com resultado emagrecedor. Foi abandonada devido às diarréias, desnutrição,
cirrose hepática, cálculos renais e na vesícula biliar, gases de odor fétido,
etc., que provocava.
O intestino tem 12 metros e é composto por 2 partes. Os primeiros 10 metros
constituem o intestino delgado (fino), que tem a função de absorver os
nutrientes ingeridos na refeição, como proteínas, gorduras, carboidratos,
vitaminas, e outros. Os últimos 2 metros constituem o intestino grosso, também
chamado de colon, cuja função é a absorção de água.
O intestino delgado é formado pelo jejuno e o íleo. O jejuno tem 5 metros e é
seguido pelo íleo que também possui 5 metros.
Obs Trabalhos recentes mostram que algumas pessoas tem intestino delgado curto .
Aceita-se hoje que o intestino delgado pode variar entre 3 e 10 m
O Bypass jejunoileal do tipo A consiste em construir um novo circuito para a
passagem dos alimentos, que ao invés de usar os 5 metros de jejuno, os 5 metros
de íleo e os 2 metros de colon, passa a utilizar apenas 35 cm de jejuno, 15 cm
de íleo e todo o colon. Em outras palavras ao invés da comida passar por 12
metros de intestino, a comida passa por 2,5 metros de intestino reduzindo em 80%
a capacidade de absorção intestinal.
O Bypass jejunoileal do tipo B utiliza 15 cm de jejuno, 35 cm de íleo e todo o
colon. Esse foi o tipo preferido por causar menos diarréia.
A alça cega (pedaço de intestino por onde não passam alimentos) que permanece no
corpo do paciente também favorece a proliferação bacteriana, causando distensão
abdominal, flatus fétido e dores articulares, já que a bacteremia gera
imunocomplexos que causam artrites.
Como já foi dito, essas cirurgias por Bypass jejunoileal do tipo A e B foram
abandonada devido aos seus efeitos colaterais já descritos acima.
Essas técnicas são denominadas dissabsortivas pois impedem que o alimento
percorra todo o tubo digestivo, diminuindo a área de absorção intestinal.
Atualmente existem 2 técnicas dissabsortivas. São elas:
a) Técnica de Nicola Scopinaro, onde o alimento passa por um estômago reduzido
cirurgicamente (com capacidade para 400 ml) e cai diretamente no intestino
delgado, percorrendo apenas 2 metros de íleo e neste local recebe o suco
bileopancreático. A mistura alimento + suco bileopancreático percorre mais 50 cm
e desemboca no intestino grosso.
Com técnica o paciente come o quanto quiser. Não é colocado nenhum tipo de anel
ou outra restrição à passagem do alimento. Ocorre má absorção de gorduras pois a
mistura alimento + bile ocorre em apenas 50 cm de intestino. Isto causa
freqüentemente a diarréia após qualquer ingestão gordurosa, e acaba por produzir
distúrbios como desidratação, anemia, desnutrição protéica, etc.. Os pacientes
precisam fazer exames de sangue com freqüência e passar em consulta com
especialista periodicamente para acompanhamento clínico e reposição constante de
proteínas, ferro, vitamina B12, etc.. Essa cirurgia emagrece muito, aliás é a
cirurgia que promove a maior perda de peso (50% ou mais), mas só deve ser
realizada no paciente escarescido , muito colaborador , que tenha condições
financeiras e que se comprometa a visitar seu médico
com frequencia eternamente. Dentre outras complicações pode causar a cirrose no
fígado e provocar gases de odor extremamente desagradáveis. É uma técnica muito
apreciada na Europa, onde a dieta é principalmente protéica (Os europeus não
gostam tanto de gorduras quanto os americanos).
b) Técnica de Duodenal Switch, em que o alimento passa por um estômago reduzido
cirurgicamente sendo mantida a válvula natural (piloro). Ocorre assim um
fenômeno restritivo à passagem do alimento. Esse alimento percorre 2 metros de
ileo onde recebe o suco bileopancreático. A mistura percorre 100 cm e desemboca
no intestino grosso . Essa cirurgia tem um fator limitante `a ingesta
alimentar (piloro) logo o paciente come menos que o paciente que tem a cirurgia
de Scopinaro . Essa cirurgia provoca menos dissabsorção que a de
Scopinaro pois tem um canal comum maior , e o paciente tem menos alteração metabólica e menor produção de gases
fétidos.Talvez o Duodenal Switch substitua a cirurgia de Scopinaro como a
cirurgia dissabsortiva do futuro
Indice
Tratamento Cirúrgico - Técnicas
Restritivas
Em 1970 um cirurgião americano chamado Mason idealizou a cirurgia de
estreitamento do estômago. A idéia era que a comida passasse por todo o tubo
digestivo, mas que houvesse um ponto de estreitamento no estômago, de forma que
o paciente precisasse esperar a última garfada de alimento passar por esse
estreitamento, antes de engolir a próxima. Esse processo de alimentação levaria
alguns minutos. Dessa forma, em 30 minutos o paciente só conseguiria comer um
prato pequeno de comida, o alimento percorreria todo o intestino e seria bem
aproveitado. O paciente não teria diarréia, desnutrição, cirrose hepática,etc..
Essa técnica cirúrgica foi chamada de Gastroplastia Vertical com Banda e era
muito popular no mundo todo até o inicio da década de 1990.
Não causa dissabsorção, já que o alimento percorre todo o tubo digestivo.
A proposta desse tipo de cirurgia é dificultar, ou melhor, restringir a passagem
do alimento, foi a primeira da Técnica Restritiva.
A Técnica Restritiva limita a velocidade de ingestão alimentar. Se o paciente
concordar em fazer um café da manhã, um almoço e um jantar como as suas únicas
refeições do dia, ele provavelmente comerá pouco.
Porém, o paciente pode enganar o médico e passar o dia inteiro bebericando leite
condensado, tomando sorvetes, chupando balas, ingerindo álcool e carboidratos
líquidos ou pastosos, que são alimentos que passam facilmente pelo ponto de
estreitamento, e, como continuam percorrendo os 12 metros de intestino, ele
provavelmente continuará engordando como se a cirurgia não tivesse sido feita.
Dizemos então, que o sucesso da cirurgia puramente restritiva depende muito do
paciente concordar em só alimentar-se de 3 refeições sólidas e não
hipercalóricas por dia.
Esse tipo de cirurgia não gera efeitos colaterais como a Técnica Dissabsortiva,
mas pode não atingir o objetivo de emagrecimento desejado, já que pode ser
“driblada” pelo paciente que gosta de fazer várias refeições por dia, comer
doces, alimentos gordurosos ou tomar bebidas alcoólicas.
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Roberto Rozzi com Mitika Belachew |
Na década de 1990, a Gastroplastia Vertical com Banda foi adaptada para a
Técnica Videolaparoscópica (cirurgia sem incisão que utiliza fibra óptica) na
forma das Bandas Infláveis.pelo cirurgião belga Mitika
Belachew Existem 3 tipos de Bandas Infláveis: Lap Band (Estados
Unidos), Sweedish Band (Suécia) e Heliogast (França).
Essa técnica é indicada
para pacientes não muito obesos (IMC inferior a 50), que saibam que não perderão
muito peso (talvez 20% do peso somente) e que não gostem de doces e álcool. Para
ajudar a manter o peso após a cirurgia os pacientes precisam concordar em fazer
atividade física e apenas 3 refeições pequenas e sólidas por dia (atenção às
mulheres, o padrão alimentar feminino é “beliscar o dia todo”).

Dr. Rizzi com
Paul O'Brien
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O pais que tem a maior experiencia em
bandas no mundo é sem dúvida
a Australia pelas mãos do Dr Paul
O'Brien.
Em 30% dos casos de pacientes que recebem a Banda Inflável a perda de peso é
frustrante,sendo necessária uma segunda cirurgia para corrigir a obesidade. É
importante também que se saiba que a transformação de banda em outra técnica
(Ex. Capella ou Scopinaro) implica em grande aumento no risco de complicações e
mortalidade.
Calcula-se que na re-operação bariátrica os riscos são multiplicados por 5,
quando comparados à Cirurgia de Capella ou Scopinaro feita como primeira
cirurgia.
A banda pode provocar dilatação do esôfago por causar dificuldade extrema de
esvaziamento esofágico.
A banda pode deslizar e causar obstrução total do estomago. Esse caso é tratado
com cirurgia de urgência para re-posicionar o balão.
A banda pode sofrer erosão e perfurar dentro do estômago, devendo ser retirada
por outra cirurgia.
A banda pode sofrer infecção por contato com líquido digestivo, pele, etc.. e
deve ser retirada.
Nos Estados Unidos a banda foi aprovada pelo FDA (órgão que regulamenta a
prática médica no país) no ano de 2.001 porém, dos 2.000 cirurgiões bariátricos
americanos apenas 150 tem preferência pela banda .
Já na Europa, a Cirurgia da Banda Videolaparoscópica tem grande aceitação e é
muito popular nesse continente até hoje. Ao contrário, nos Estados Unidos essa
técnica não correspondeu às expectativas.
Indice
Tratamento Cirúrgico
- Mista
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Dr. Rizzi com
Dr. Rafael Capella
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Dr Rizzi com
Dr. Mathias Fobi
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Devido ao insucesso relativo das
cirurgias de Técnica Restritiva nos Estados Unidos, os cirurgiões americanos
continuaram as pesquisase no início da década de 1990 dois cirurgiões, em 2
cidades diferentes, desenvolveram coincidentemente a mesma técnica cirúrgica.
Eram eles: o Dr. Mathias Fobi e o Dr Rafael Capella. Essa cirurgia une o conceito restritivo e
o conceito dissabsortivo.
Essa cirurgia
tornou-se o padrão ouro da Cirurgia Bariatrica mundial e foi introduzida no
Brasil pelas experientes mãos do Dr Arthur Belarmino Garrido. Ele foi o
professor de todos os cirurgiões bariatricos brasileiros.
Quero acrescentar meu
agradecimento pessoal a ele e a todo o grupo do Instituto Garrido, em especial
ao mestre e amigo Dr Luiz Vicente Berti, por tantos ensinamentos e apoio
em todos meus momentos de duvida e dificuldades.
Antes de continuar a descrição, cabe uma explicação: a comida desce da boca pelo
esôfago até o estômago. O estômago é uma bolsa com capacidade de 2 litros que
produz ácido clorídrico e enzimas, substâncias que iniciam a digestão de vários
alimentos. Após essa passagem pelo estômago o alimento passa pelo duodeno, que
é um túnel de 30 cm. Nesse túnel chegam 2 litros de bile por dia (proveniente do
fígado) e enzimas pancreáticas. Ocorre então a mistura do alimento com a bile e
com as enzimas pancreáticas; chamamos esse processo de mixagem (início da
digestão efetiva de todos os nutrientes). É muito importante que esse processo
ocorra no duodeno para que haja uma boa absorção desses nutrientes (o nutriente
que mais depende da mixagem duodenal é a gordura). Depois dessa mixagem o
alimento segue viagem pelos 10 metros de intestino delgado, que faz a absorção
de nutrientes. Contanto que o alimento passe por pelo menos 4 metros de
intestino delgado a absorção de proteínas fica garantida, e passando por 2
metros de colon garante também a absorção de água.
Na Técnica Mista de Fobi e Capella, o alimento passa da boca pelo esôfago
chegando a um estomago reduzido cirurgicamente com capacidade de apenas 20 ml (equivale
a 1/2 xícara de café ou 2 colheres de sopa). Esse estômago pequeno tem um anel
de raio de 1 cm que o separa do intestino delgado alto (jejuno). Esse anel faz o
fenômeno ampulheta, onde a areia do compartimento superior (estômago pequeno)
leva 5 minutos para passar para o compartimento inferior (intestino). Em outras
palavras, a primeira garfada de alimento fica “estacionada” no estômago reduzido
durante alguns minutos e o paciente precisa esperar a digestão antes de engolir
a próxima garfada. O anel faz o componente restritivo que limita a velocidade de
ingestão. Graças a esse anel o paciente só consegue comer uma garfada (bem
mastigada) a cada 5 minutos. Caso ele coma mais rápido, vomitará imediatamente.
Assim, ele comerá menos quantidade de alimento por refeição.
Após passar pelo anel o alimento cairá no jejuno (primeira porção do intestino
delgado).
Essa técnica também desvia o circuito da digestão fazendo com que esse alimento
não passe pelo estômago restante, nem pelo duodeno e nem pelo primeiro metro de
jejuno.
Possui 3 implicações:
a) O alimento não é banhado pelo ácido clorídrico que fica no estomago restante.
O alimento não passa pelo duodeno, ou melhor, não sofre a “mixagem” com as
enzimas biliares e pancreáticas, e assim as gorduras serão mal absorvidas.
O alimento também não passa pelo primeiro metro de jejuno que é um local de
importante absorção de açúcares.
Pois bem, “não passando” por esses locais o alimento tem sua digestão e sua
absorção parcialmente prejudicadas (principalmente as gorduras). Esse desvio de
circuito faz o componente dissabsortivo que possui uma grande vantagem: “não
depender do paciente”. Ou seja, mesmo que o paciente queira enganar a cirurgia e
bebericar leite condensado o dia todo, esse doce será mal absorvido e logo não
engordará tanto quanto se não houvesse o fator dissabsortivo.
Perceba que a má absorção que essa cirurgia oferece é muito interessante pois
atua principalmente sobre as gorduras e secundariamente sobre os açucares (que
são justamente os alimentos que engordam). Essa cirurgia não interfere na
absorção das proteínas, já que o alimento passa por 7 metros de intestino
delgado (o alimento que passar por 4 metros de intestino delgado terá toda seu
conteúdo protéico bem absorvido). Por isso, dizemos que a Cirurgia de Fobi e
Capella promove a mal-absorção seletiva de gorduras e também de carboidratos (em
menor grau).
b) Quando a comida passa direto do estômago ao jejuno (sem passar pelo estômago
restante, pelo duodeno e pelo primeiro metro de jejuno) ocorre um fenômeno
chamado “dumping” (em portugues = despejar). A comida não é trabalhada (pelo
estômago e pelo duodeno) antes de chegar ao intestino, então, ela chega “bruta”
e isso causa um certo mal estar que tira um pouco do prazer da gula. Talvez esse
seja o grande truque do sucesso da cirurgia mista.
c) Pelo fato da
comida não passar pelo duedeno e pelo jejuno inicial , ela nãi será prontamente
ao sangue e por isso haverá nutrientes chegando as porções mais distais do ileo
. A presença desses nutrientes causará no ileo a liberação de alguns hormônios
no sangue ( GLP1 - PYY ) que causarão no cerebro (hipotalamo) a sensação de
saciedade , que causarão no estomago a sensação de plenitude e ainda por cima
estimulam no pancreas a produção de insulina . Por
isso essa cirurgia tira a fome e ainda por cima talvez seja a cura da diabetes
tipo 2
Então, entendemos que a Técnica Mista de Fobi e Capella atua em 4 esferas:
1. Restritiva, porque o anel limita a quantidade e velocidade de alimentação
2. Dissabsortiva, porque o desvio no trajeto alimentar impede a total absorção
das gorduras e açúcares.
3. Tira uma parte do prazer da gula devido ao Dumping.
4- Tira a fome ( e talvez cure a
diabetes tipo 2 ) por causar secreção hormonal
O principal problema dessa cirurgia é que ela torna dificil a realização de
endoscopia digestiva alta pela boca. Esse exame é importante para diagnosticar
úlceras e câncer de estômago e duodeno. Desde 2006 existe um endoscópio
longo chamado enteroscópio que consegue examinar o estomago exculuso
Dado que cirurgia de Fobi e Capella tem
característica de Freio Antral (se o estômago não recebe comida, deixa de
produzir acido clorídrico), a existência de úlceras fica praticamente impossível
. Logo achamos que o "estomago excluso"
não seja um
problema atual
Outras vantagens
dessa cirurgia são :
1- Reversibilidade
total para a anatomia original
2- Ausência de
proteses que possam causar complicações
3- Perda de peso
substancial ( Ao redor de 40% do peso original )
4- Experiência de
20 anos de resultados consagrados
Por todos esses fatores nós, na Clínica Franco e Rizzi, preferimos utilizar a
Técnica Mista de Fobi e Capella por Videolaparoscopia sempre que houver
indicação para tratamento cirúrgico da Obesidade.
Indice
Tratamento Cirúrgico - Outras Técnicas
Existem outras técnicas em caráter
experimental, destacamos duas:
1. O Balão Intragástrico (BIG) criado pelos russos há 30 anos. Trata-se de uma
bexiga de plástico resistente (contendo 300 ml de água azul) que é introduzida
no estômago através de Endoscopia Digestiva Alta. A idéia é que esse balão
proporcione a sensação de saciedade permanente, tornando assim o paciente
inapetente. O balão deve ser retirado no máximo em 6 meses pois o ácido
clorídrico acaba por estourar o plástico que vai percorrendo o intestino e acaba
por obstruí-lo, causando grave obstrução intestinal tratada somente por cirurgia
de urgência. A idéia de encher o balão com liquido azul é baseada no fato de que
caso o balão estoure, o liquido percorrerá o intestino e sua absorção causará o
surgimento de urina azulada. O paciente, então, deverá procurar imediatamente o
Pronto Socorro para retirada endoscópica do balão, enquanto ele ainda se
encontrar no estômago.
É uma solução temporária. Proporciona no máximo a perda de 10% do peso. Pode ser
usada em pacientes com elevado risco de vida e contra-indicados para a cirurgia
definitiva, que perdendo 10% do seu peso possam diminuir o tal risco de vida.
Alguns pacientes usam balões repetidamente dando pausa de 1 mês sem balão entre
a instalação de 2 balões.
O uso do balão é contra-indicado em pacientes portadores de hérnia de hiato ou
portadores de úlcera gastroduodenal.
2. O Marca-Passo Intragástrico (MPI) é um aparelho que dá choques no estômago de
forma contínua e assim promove a sensação de saciedade. Seu uso em animais foi
iniciado em 1990, os testes em humanos começaram em 1995. O choque contínuo
altera a movimentação do estômago e dessa forma o alimento permanece preso no
estômago por mais tempo, causando saciedade. O médico controla a freqüência do
estímulo por radiofreqüência através de computador no consultório. Custa US$
10.000 e até agora não existe nenhum aparelho instalado no Brasil (maio de
2.002).
A instalação é simples e por videolaparoscopia . Tem como único risco a
possibilidade de gerar arritmias cardíacas.
O MPI teve melhor aceitação na Europa do que nos Estados Unidos.
Até o final de 2.002 deve haver, talvez, 300 aparelhos instalados no mundo.
No futuro estuda-se a instalação simultânea de 2 eletrodos.
Indice.
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