O Aparelho Digestivo
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A Clínica Franco e Rizzi

O Aparelho Digestivo

O aparelho digestivo

O aparelho digestivo

O tubo digestivo é uma longa estrada que começa na boca e termina no anus.
A sua função é transformar os alimentos que ingerimos em:

A- Energia para as células.
B- Matéria prima para fabricarmos os elementos que compõe nosso corpo.

Os alimentos dividem-se em 3 categorias principais : carboidratos , proteínas e gorduras .
Os carboidratos são constituídos de monossacarídeos que são a unidade básica do carboidrato. Esses se aglomeram formando carboidratos diferentes.
As proteínas são aglomerados de aminoácidos (unidade básica da proteína). As variações no agrupamento de aminoácidos fabricarão proteínas diferentes.

As gorduras são constituídas de ácidos graxos e glicerol (unidade básica da gordura).
Conforme a combinação desses elementos, teremos gorduras diferentes.

Quando comemos um bife estamos ingerindo proteína do músculo da vaca , a qual não é a proteína do ser humano . Então o tubo digestivo humano desmancha a proteína da vaca em aminoácidos e promove a absorção desses aminoácidos para o sangue. Os aminoácidos serão armazenados no fígado onde serão recombinados entre si para produzir a proteína própria do músculo humano. O mesmo ocorre com os carboidratos e com as gorduras. Esse processo de desconstrução, absorção e reconstrução é chamado de digestão.

A comida percorre essa estrada chamada “Tubo Digestivo”, sendo empurrada por movimentos de contração do intestino chamados de peristaltismo.
Essa estrada é composta por vários trechos diferentes, cada um com sua função.

O aparelho digestivo - Boca

O aparelho digestivo – Boca

1- Boca: A comida é triturada pelos dentes e misturada com enzimas (enzimas são elementos que tem a capacidade de provocar reações químicas transformando substancias) da saliva como a ptialina que iniciam a digestão dos carboidratos . A produção de saliva é muito importante, pois torna o alimento úmido facilitando a deglutição.

 

O aparelho digestivo esôfago

O aparelho digestivo esôfago

2- Esôfago: É apenas um tubo que produz muco lubrificante e conduz a comida da boca para o estômago. Não tem função digestiva.

 

 

3- Estômago: É uma bolsa grande onde a comida fica armazenada por aproximadamente 2 horas. O estômago produz acido clorídrico e a pepsina (essa mistura é chamada suco gástrico). O ácido é importante para ativar a pepsina e também para esterilizar a comida. A pepsina é a enzima que inicia a digestão das proteínas. O estômago produz 2 litros de suco gástrico por dia.
O aparelho digestivo estomago

O aparelho digestivo estomago

 

O estômago possui 2 válvulas. Uma chamada válvula esôfago-gástrica que deixa a comida descer do esôfago para o estômago, mas não deixa a comida voltar do estômago para o esôfago. Outra chamada de piloro, que separa o estômago do intestino (essa válvula só se abre 2 horas após a refeição). Dessa forma, a comida fica aprisionada entre essas 2 válvulas por 2 horas após cada refeição.

O ácido clorídrico do estômago é muito forte, tem um pH ao redor de 3, e provavelmente derreteria as paredes do próprio estomago . Isso não ocorre, porque o estômago tem um carpete interno que o protege desse ácido.
Durante essas 2 horas, o estômago vai contraindo misturando a comida, saliva, ácido e pepsina como se fosse uma máquina de lavar roupas. Percebe-se então que a proteína e os carboidratos estão parcialmente digeridos no estômago, porém as gorduras estão intactas nesse nível. Após esse período o piloro se abre e toda essa mistura é liberada para o duodeno.
As fibras de uma refeição distendem as paredes do estômago e estimulam os “receptores de volume” do estômago, que por sua vez, através de estimulo hipotalâmico se traduzem em saciedade induzindo o ser humano a parar de comer. É o primeiro aviso que o tubo digestivo transmite ao cérebro pedindo o fim da refeição. Por isso é importante comermos fibras. As pessoas que só comem carboidratos não tem essa saciedade e comem sem parar.

O antro gástrico (parte final do estomago próximo a válvula pilórica) produz o “Fator Intrínseco” que é uma proteína que se liga a vitamina B12 protegendo-a das ações enzimáticas do tubo digestivo mantendo-a intacta para ser absorvida no intestino delgado distal (íleo terminal). A Vitamina B12 é muito importante na gênese celular (assim como o ácido fólico) e quando baixa causa anemia precocemente.

A maior parte do ferro que ingerimos é da forma “ferrosa” (bivalência positiva), a qual não é absorvida pelo nosso tubo digestivo. O ácido clorídrico do estômago transforma-a para a forma férrica (trivalência positiva), a qual é muito bem absorvida . O uso de medicamentos que inibem a secreção ácida acabam inibindo a absorção de ferro. O ferro é muito importante e na sua falta ocorre anemia grave (diminuição de glóbulos vermelhos no sangue).

O estômago também produz um hormônio chamado grelina que faz a gente sentir fome. É como se o estômago pedisse para o cérebro sentir fome. Esse hormônio é classificado como orexígeno, ou seja, induz a fome. É o único hormônio orexígeno conhecido atualmente. Outra função desse hormônio é diminuir o metabolismo basal causando sono, preguiça , etc. Por isso, esse hormônio gera “Ganho de Energia” pois faz a pessoa comer mais e gastar menos.

4- Duodeno: É o inicio do intestino. É um túnel de 40 cm. Tem várias características:
A- É um “mata-borrão” no sentido de absorver rapidamente os nutrientes simples para o sangue. Os carboidratos são facilmente absorvidos para o sangue nesse tubo de alta absorção.
B- É a única parte do intestino que absorve o cálcio (O Carbonato de Ca precisa do contato com ácido clorídrico, mas o Citrato de Ca é absorvido na ausência do ácido).
C- Principal local de absorção do ferro, magnésio, zinco e selênio.
D- Também produz grelina (hormônio que induz a fome).
E- Recebe a secreção do fígado chamada bile. O fígado produz mais de 1 litro de bile por dia a qual é despejada no duodeno através de um canal chamado colédoco. (Essa quantidade é fixa por dia independentemente da quantidade de nutrientes que chegam ao duodeno). A bile contém os sais biliares que são um “detergente poderoso”. Esses sais começam a digestão das gorduras.

Eles quebram a gordura em moléculas pequenas chamadas micelas que sofrerão a ação das enzimas chamadas lípases que farão a digestão final das gorduras. Esses sais biliares também participarão da absorção das gorduras para o sangue, a qual ocorrerá no íleo terminal. Na falta de sais biliares a gordura é muito mal absorvida, sendo evacuada junto com as fezes, causando intensa diarreia fétida chamada esteatorreia.

F- Recebe a secreção pancreática. O pâncreas produz bicarbonato que ao chegar no duodeno neutraliza a acidez do bolo alimentar que vem do estômago ( Essa neutralização do ácido é importante para evitar a formação de úlceras duodenais ). O pâncreas também produz enzimas importantes como amilase (que digere carboidratos) , tripsina (que digere proteínas) e lípase (que digere as gorduras que já foram quebradas pelos sais biliares). A maior fonte de lípases no corpo é o pâncreas. A produção de secreções pancreáticas também é ao redor de 1 litro por dia, porém dependendo da quantidade de nutrientes que chegam ao duodeno, existe aumento ou diminuição dessa quantidade.

Resumindo, podemos dizer que no duodeno todos os alimentos iniciam sua digestão. Nesse túnel de 40 cm ocorre a mixagem de todos os nutrientes com as principais enzimas e muitos alimentos já estarão prontos para serem absorvidos para o sangue. Na verdade muitos alimentos de composição simples (amido e açúcares) e com pouca fibra são completamente digeridos e absorvidos para o sangue no duodeno, de forma que nem chegam ao intestino delgado.

 

Intestino Delgado

Intestino Delgado

5- Intestino Delgado = É um longo túnel que pode medir entre 3 e 10 metros. Sua metade inicial é chamado jejuno e sua metade distal é chamada íleo.
A parede interna desse intestino (como se fosse um carpete) é chamada mucosa. O alimento passa em íntimo contato com esse carpete.

 

Esse carpete produz 3 tipos de enzimas que digerem os principais tipos de carboidratos como a sucrase, a maltase e a lactase. Essas enzimas transformam os açúcares em monossacarídeos (unidade básica dos carboidratos ) que serão absorvidos por “transporte ativo” (com gasto energético) para o sangue.
A maioria dos carboidratos ingeridos na alimentação é constituída do monossacarídeo glicose (80%). Os restantes dos monossacarídeos são frutose e galactose as quais são rapidamente transformadas em glicose. Assim 100% dos monossacarídeos transportados na circulação sanguínea são glicose. Na passagem pelo fígado a glicose é armazenada na forma de “glicogênio” para utilização futura conforme a necessidade do momento a fim de manter a quantidade de glicose no sangue entre 70 e 100 mg% . O glicogênio é transformado em glicose pelo hormônio Glucagon produzido pelo pâncreas. Assim, a glicose é liberada para o sangue. Essa molécula é a principal fonte de energia das células. A glicose precisa entrar nas células (passar do sangue para dentro das células).

O hormônio insulina, que também é produzido pelo pâncreas, é o responsável pelo transporte da glicose por “difusão facilitada” do sangue para dentro das células. O paciente que produz pouca insulina é chamado diabético e ele tem muita glicose no sangue, mas pouca glicose dentro das células. Em outras situações o pâncreas pode produzir quantidades normais de insulina, mas fatores externos podem impedir que a insulina atuasse, esse bloqueio é chamado “resistência insulínica”, comum em casos de obesidade e é o início da diabetes tipo 2.

A mucosa do intestino delgado também produz peptidases que são enzimas que digerem proteínas transformando-as em unidades básicas da proteína, chamados aminoácidos. As proteínas ingeridas pela dieta são inicialmente digeridas no estômago pela pepsina e finalmente digeridas pelas peptidades intestinais, sendo reduzidas a aminoácidos. Esses são absorvidos do intestino para o sangue e chegam no fígado. O fígado, utilizando essas unidades básicas, constrói as proteínas que forem necessárias para o corpo humano como, por exemplo: fibras musculares, hormônios , etc.

Essa mucosa também produz lipases (em pequena quantidade) que ajudam a digerir gorduras já quebradas pelos sais biliares em ácidos graxos e glicerol (unidades básicas da gordura). Na verdade a gordura ingerida na dieta é quebrada em partes menores pelos sais biliares no duodeno. As lípases pancreáticas, por hidrólise, transformam as gorduras em suas unidades básicas que são ácidos graxos e colesterol. Novamente os sais biliares entram em ação, agregando esses 2 tipos de “unidades básicas de gordura“ para transportá-las do intestino para o sangue como se “levasse-as no colo “ até o sangue e daí para o fígado. Esse é o “ciclo entero hepático dos sais biliares” , ou seja os sais biliares são produzidos no fígado , liberados para o intestino, onde ajudam a quebrar as gorduras para as lípases fazerem a digestão (transformar em unidades básicas) e depois transportam as unidades básicas até o sangue, e assim, os sais biliares retornam ao fígado para serem reaproveitados e novamente serem despejados no duodeno.

Compreende-se que todos os alimentos ingeridos na alimentação são transformados no duodeno e no intestino delgado em “unidades básicas” que são monossacarídeos, aminoácidos, ácidos graxos e glicerol. Essas unidades básicas são então absorvidas do intestino para o sangue de veias minúsculas que irão desembocar na veia mesentérica superior que por sua vez desembocará na veia porta que conduzirá todas essas unidades básicas para o fígado. O fígado é o grande laboratório do corpo e usará essas unidades básicas para construir as substâncias complexas necessárias para nutrir o ser humano. Tudo se passa como se fosse um “Grande Jogo de Lego” onde o intestino “desconstrói” os alimentos desmontando brinquedos (alimentos) em peças simples de Lego para o fígado usar essas peças para construir outros brinquedos (proteínas , açucares , colesterol , etc) . Por isso dizemos que se um paciente tem o “Colesterol ruim” elevado no sangue não é culpa da comida ingerida, mas sim do fígado que “utilizou mal” as unidades básicas de glicerol para produzir excesso de colesterol ruim (LDL).

O intestino delgado produz 2 litros de secreções (água + enzimas).
A totalidade dos alimentos é digerida e absorvida entre o duodeno e o intestino delgado.

A proteína e os carboidratos podem ser digeridos e absorvidos totalmente no intestino delgado independentemente da participação do fígado e do pâncreas. Por exemplo, se um paciente tivesse alguma doença hipotética cujo tratamento fosse retirar completamente o estômago, o fígado e o pâncreas, ele continuaria comendo e absorvendo bem proteínas e carboidratos normalmente (teoricamente, pois a ausência de fígado e pâncreas são incompatíveis com a vida por vários motivos). Aceita-se que 3 metros de intestino delgado são suficientes para digerir e absorver toda a quantidade de proteínas e carboidratos necessários para manter níveis sanguíneos normais desses nutrientes. As gorduras não seriam bem absorvidas, pois dependem da presença dos sais biliares de produção hepática (fígado).

O final do intestino delgado (íleo terminal ) é o local de absorção de várias vitaminas lipossolúveis como A, D, E e K . Também da Vitamina B12 empurrada pelos sais biliares.
Quando nutrientes e fibras chegam ao íleo terminal eles estimulam “receptores químicos” que induzem essa parte do intestino a produzir hormônios que tem dupla função.

Avisar o resto do corpo que já tem muita comida no tubo digestivo, e, por isso, o corpo deve “Parar de comer imediatamente”. Para atingir essa meta existem alguns hormônios com mecanismos diferentes
A1- PYY:
1-Estimula o hipotálamo traduzindo saciedade;
2- Sob esse efeito o paciente sente verdadeira repulsa pelo alimento;
3-Promove um anti-peristaltismo para provocar náuseas;
4-Promove a constricção da válvula pilórica provocando náuseas;
5- Essas ações em conjunto são chamadas “Freio Ileal”;
6- O PYY é o maior sacietogeno humano;
7- Produzido no íleo terminal e cólon.

A2- Outros: GLP1 + Oxintomodulina

Avisar o pâncreas que foi feita uma grande refeição e que o nível de açúcar sanguíneo subirá em breve e que será necessário produzir insulina para passar essa glicose para dentro das células. Essa ação estimulatória ‘a produção insulínica é chamada “efeito incretínico” e esses 2 hormônios classificados como “ Incretinas”.

B1 – GLP1:
1-Estimula as células Beta do pâncreas a produzirem insulina;
2- Tem efeito tão poderoso que inclusive reativa célula beta preguiçosa;
3-Inibe célula Alfa produtora de Glucagom que aumenta glicemia;
4-Produzido no íleo terminal e cólon;
5-Também é anorexigeno e faz freio ileal;
6-Por isso, melhora a Diabetes tipo 2;
7-Não tem ação na Diabetes tipo 1, porque as células Beta faliram.

B2 – GIP:
1-Mesmo efeito que o GLP1;
2-Produzido principalmente no duodeno e jejuno alto;

 

Intestino Grosso

Intestino Grosso

6- Intestino Grosso – É um tubo de 2 metros que liga o intestino delgado ao anus.
Assim como o esôfago, não tem função de digerir ou absorver alimentos.
Absorve quase toda a água que chega no cólon (ao redor de 10 litros por dia ).
Produz muco (geleia lubrificante), que tende a facilitar o ato da evacuação.
Evacuação anal dos restos alimentares que não foram digeridos.

 

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