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Fisioterapia x Obesidade
O aumento da prevalência do sobrepeso e da obesidade nas últimas décadas pode
ser explicado teoricamente por três situações ou pela combinação delas.
A primeira circunstância estabelece que o aumento resulta do fato de que uma
grande parte da população está consumindo mais calorias do que as gerações
passadas, sem mudanças no gasto diário habitual de energia.
O segundo panorama sugere que a causa desse aumento pode ser encontrada na
diminuição do gasto energético diário, sem alteração da ingestão calórica.
A terceira circunstância propõe que a ingestão calórica per capita tem realmente
declinado quando comparada com as gerações anteriores, mas que o gasto
energético diário tem, em média, diminuído em proporção ainda maior.
Ao se combinar essas situações, muitas condições dolorosas da coluna e áreas
relacionadas resultam na sobrecarga de estruturas sensíveis à dor, levando este
indivíduo a desenvolver má postura, disfunção em tecido mole e articulações,
lesão ou processo patológico agudo. Freqüentemente ocorre a combinação desses
problemas.
A prevenção de síndromes dolorosas pode ser realizada através da conscientização
precoce da postura e desenvolvimento de programa de exercícios que são
equilibrados em termos de força e flexibilidade.
A modificação da dieta aliada ao aumento de atividade física é uma prescrição
universal para o controle de peso.
A atividade física foi acrescentada à dieta porque há evidências substanciais de
que é um ingrediente essencial na manutenção de peso a longo prazo.
Um mecanismo potencialmente importante, ligando os exercícios a longo prazo à
perda de peso, é a reunião de fatores psicológicos, como por exemplo a
auto-estima e o humor.
Ao estabelecer as prescrições, a aderência do paciente torna-se uma preocupação
fundamental.
Os indivíduos apresentarão maior aderência a este programa de exercícios se
sentirem que ele os levará aos seus objetivos.
E quais objetivos são estes?
Manutenção de peso a longo prazo com qualidade de vida.
Respeitando assim a tríade:
DIETA - ATIVIDADE FÍSICA - EQUILÍBRIO PSICOLÓGICO
O PULMÃO X OBESIDADE MÓRBIDA
O tórax possui características elásticas, esta característica será de
fundamental importância para a compreensão da biomecânica pulmonar.
Durante a inspiração, ocorre um aumento do diâmetro torácico em todas as
direções ( ântero-posterior, látero-lateral e crânio-caudal), durante a
expiração o tórax retorna ao seu estado morfológico normal.
Os pulmões são responsáveis pela realização de trocas gasosas por meio de seu
sistema de condução ( vias aéreas ) e sua área de trocas gasosas propriamente
dita ( alvéolos ). Eles são órgãos elásticos, isto é, podem entrar em colapso
caso não haja uma força externa aplicada.
Os responsáveis diretamente por esta força são os músculos da respiração e a
pressão intrapleural ( a pleura é uma membrana fina que reveste o pulmão ).
O diafragama pode ser considerado como o principal músculo da ventilação. Sua
forma é semelhante a uma cúpula.
É um músculo de contração lenta que apresenta maior resistência à fadiga.
Durante a inspiração, um indivíduo em posição ortostática ( em pé ), a contração
do diafragama se dá de cima para baixo, isto é, a favor da gravidade,
facilitando sua contração, e conseqüentemente, sua biomecânica.
A biomecânica do diafragma em um indivíduo obeso está em desvantagem, pois ele
precisa realizar uma grande contração para poder empurrar o conteúdo abdominal
de cima para baixo ao mesmo tempo produzir uma ventilação eficaz.
Exercícios respiratórios de expansão pulmonar são realizados em todos os casos
em que a biomecânica respiratória encontra-se prejudicada como por exemplo:
Obesidade mórbida, pós-operatório de cirurgia torácica ou abdominal alta,
doenças pulmonares obstrutivas crônicas, doenças pulmonares infecciosas (
Pneumonias, Broncopneumonias, Bronquiectasias, etc), entre outras.
A cirurgia não é o fim, mas o início de um longo processo e deve ser encarada
como um projeto de vida!
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