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A Psicologia na Cirurgia Bariatrica
Todo obeso que pretende submeter-se à Cirurgia Bariátrica deve, antes, passar
por um preparo psicológico. O longo histórico de sofrimento e privações sociais
que o paciente obeso traz, torna fundamental um suporte psicológico antes e após
a cirurgia bariátrica.
O entendimento da técnica cirúrgica, a colaboração e participação do paciente, o
apoio familiar, bem como a adequação das expectativas serão fundamentais para se
obter bons resultados físicos e emocionais no período pós-cirúrgico.
Após a cirurgia o psicólogo também exerce um papel fundamental no acompanhamento
do paciente, já que este terá que adaptar-se a um novo estilo de vida que, em
geral, é completamente diferente ao anterior. Além disso, o paciente terá que
lidar com situações de privação de alimentos que antes eram ingeridos em grande
quantidade. Muitos pacientes que antes eram compulsivos por comida, quando não
conseguem lidar com esta privação, podem acabar transferindo esta compulsão para
drogas, álcool, sexo e compras, por exemplo. E, para muitas pessoas, a obesidade
funciona como um grande mecanismo de defesa e até como uma boa desculpa para não
ter uma vida social e afetiva. "Estou gordo, não vou à festa", "Não vou arrumar
emprego porque estou gordo", etc. É verdade que a vida de um obeso é bastante
difícil e por isso mesmo, às vezes fica menos difícil ficar trancado em casa pra
não ter que se confrontar o tempo todo com essas limitações.
Depois do inevitável emagrecimento que a cirurgia proporciona, estas desculpas
já não podem mais existir e o ex-obeso tem que aprender a lidar com uma nova
realidade e principalmente aceitar que agora ele é uma pessoa sem limitações
físicas e, conseqüentemente, acaba sendo mais cobrado pela sociedade para que
seja uma pessoa produtiva. As mudanças não são poucas na vida de quem deixa de
ser obeso mórbido. Um período de adaptação emocional, física e social é
necessário.
Quem opta pela cirurgia deve saber que está optando por enormes mudanças
internas e externas, mas principalmente está optando pela vida. A psicoterapia
ajuda na reorganização desta nova vida, em um corpo inevitavelmente diferente.
A cirurgia não é o fim, mas o início de um longo processo e deve ser encarada
como um projeto de vida!
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