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© 2019 por Clínica Franco e Rizzi

Características

Classificação

Na pratica quantificamos o grau de obesidade conforme o IMC (Índice de Massa Corporal). Trata-se de uma conta matemática onde dividimos o Peso (Kg) pelo quadrado da altura (m).


Ex . Peso = 130 Kg e Altura = 1,72 m
IMC = 130 / 1,72 x 1,72 = 43,94 Kg/m2


Classifica-se o grau de Obesidade conforme o IMC em:

IMC até 25 Kg/m2 = normal
IMC entre 25 e 30 = Sobrepeso
IMC entre 30 e 35 = Obeso tipo 1
IMC entre 35 e 40 = Obeso tipo 2
IMC entre 40 e 50 = Obeso Mórbido
IMC entre 50 e 60 = Super Obeso Mórbido
IMC acima de 60 = Super super Obeso Mórbido

Na verdade esse índice é muito simplista, porque não leva em conta a porcentagem de gordura, massa magra ou de água. O peso como única fonte de informação pode equiparar um obeso a um halterofilista. Por isso, analisamos o IMC associado a outros parâmetros.

Existem 2 padrões de obesidade : Visceral e Subcutânea

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​A- Obesidade Subcutânea localizada em baixo da pele, principalmente nádegas e coxas. Esse tipo de gordura não produz hormônios perigosos, porém, devido as alterações de quadril e coxas, causa dificuldade na movimentação corporal, logo diminuem a qualidade de vida. As pessoas desse grupo tem a parte superior do abdômen mais fina que a inferior, e por isso, assumem aspecto de “pêra”. É o padrão de obesidade feminina, ou seja, ginecóide.

B- Obesidade Visceral localizada principalmente dentro da cavidade abdominal. Esse tipo de gordura é perigosa, porque causa a liberação de hormônios que causam Hipertensão arterial e Diabetes, logo diminuem a quantidade de vida. As pessoas que tem esse padrão de distribuição gordurosa, geralmente tem cintura grande. Esse padrão lembra uma “maça”, pois parece uma bola no centro do corpo. É o padrão de obesidade masculina, ou seja, andróide.

Comorbidades

Qualquer que seja o grau ou o padrão de obesidade haverá piora de quantidade e de qualidade de vida, porque a Obesidade causa doenças. Chamamos as doenças que decorrem da obesidade de “comorbidezes”. 


As comorbidezes mais frequentes são: Hipertensão arterial, Diabetes tipo 2, Hipercolesterolemia, Apnéia do sono, Insuficiência Cardíaca, Artroses de quadril e joelhos, Obstrução arterial (ex. coronárias , carótidas , etc) , etc.

Essas doenças geram muitas consultas médicas, exames, medicamentos e internações. Além do paciente sofrer com a doença ele também precisa arcar com grande gasto de tempo e dinheiro.


Essas doenças causam mortalidade precoce nos obesos.


Outro aspecto que também deve ser considerado é o “sofrimento psicológico” causado pela Obesidade. Alguns pacientes tem dificuldade para andar, passar na roleta do ônibus, sentar em poltronas de cinema ou avião, comprar roupas e até mesmo de fazer sua higiene pessoal. Existe também a discriminação social, dificultando relacionamentos sociais e afetivos, além do impacto na vida profissional em alguns casos.

Tratamento

A meta no tratamento da Obesidade é múltipla.
A- Emagrecer perdendo principalmente gordura. Evitar a perda de massa muscular ou de água.
B- Emagrecer sem causar efeitos colaterais.
C- Trazer o paciente a um IMC normal (ao redor de 25 Kg/m2)
D- Manter esse novo peso por toda a vida.


O tratamento da obesidade leve é clínico e deve ser mantido a longo prazo. Obrigatoriamente o paciente precisa mudar seus hábitos e  adaptar a sua rotina. É importante aprender a alimentar-se corretamente. Escolher alimentos que causem saciedade e que tenham poucas calorias. Chamamos isso de reeducação alimentar.


A atividade física regular e bem orientada por educador físico auxilia na queima das reservas se risco de lesão.


O estado de equilíbrio psicológico evita o “comer compulsivo “, ou seja, comer continuadamente mesmo sem necessidade.


Em resumo, é necessário uma “reeducação global” (alimentar, física e psicológica) para conseguir emagrecer com saúde. Nenhum medicamento substitui essa reeducação e apenas o uso isolado de medicação sem reeducação pode ser prejudicial à saúde em vários aspectos.

É necessário deixar claro que essa reeducação precisa ser mantida eternamente e que no momento que “baixarmos a guarda” poderá acontecer reengorda. É por esse motivo que qualquer tratamento clínico que tenha prazo definido para terminar será condenado ao fracasso, pois todo o peso perdido durante o período de reeducação será readquirido em poucos dias após o retorno aos maus hábitos iniciais. Um exemplo desse raciocínio é quando o paciente frequenta um spa e em quinze dias de bons hábitos emagrece 10 kg. Se ao retornar para casa ele reassumir maus hábitos como o sedentarismo e comer doces compulsivamente, ele certamente reganhará os mesmos 10 Kg em pouco tempo.

Constatamos na prática que ninguém faz coisas “que não sejam prazerosas” por longos períodos de tempo. Não adianta querer forçar um obeso a fazer academia de ginástica diariamente se ele não gosta de academia. Provavelmente ele abandonará todo o projeto de reeducação. É necessário adequarmos a reeducação de forma individual respeitando as preferências e limites de cada pessoa.  .

Em resumo, o tratamento da obesidade é sempre clínico e é baseado na reeducação tríplice que deve ser prazerosa e adotada de forma diária e eterna. O uso de medicamentos é “apenas medida complementar” que deve ser prescrita apenas por médicos endocrinologistas especializados, devido ao elevado potencial de efeitos colaterais, uma vez que muitas vezes a dose eficaz fica próxima da dose tóxica.

Falha do Tratamento

A reeducação funciona muito bem até certo nível de obesidade. Observou-se na prática médica que as pessoas muito obesas não apresentavam boa resposta terapêutica, ou porque emagreciam pouco, ou porque reengordavam mesmo adotando novos e bons hábitos.


Estudos mundiais comparando IMC antes e depois de tratamentos de obesidade comprovaram que a reeducação tem resultado efetivo em pacientes com IMC inferior a 40 Kg/m2. Por esse motivo, consideramos o IMC de 40 Kg/m2 como a fronteira do tratamento clínico. Quem cruza essa fronteira e tem IMC acima de 40 é chamado de Obeso Mórbido. 

Considera-se desde o Consenso do NIH (National Institute of Health) de 1991 que o único tratamento eficaz para o obeso mórbido seja a Cirurgia Bariátrica. O número de cirurgias é crescente no Brasil e no mundo.